Tons e outros



Com tantos sabores, tantos quantos tantos outros tons.
Tantos ...outros....tons.
E para que este tanto de tantos e mais outros tantos tantos?
(cansei!)
Aliás, só mais uma vez...E tantos são os seus rumores das cores, das dores de seus amores.
Para as suas flores uma meia-dúzia de humores, a base de tratores.
É ferida só de ida.
Partida!
E toda partida é uma partida entre o que se segue pelo que fica. E, mais uma vez, ‘mesmo com tantos sabores (...)’





.........




E no final, tudo é um enfim e, para ‘mim’, tudo é mais um sim!



E nas vistas, ainda tenho aquela foto – que não tiro e nem ‘boto’ – em lugar algum, apenas pra esquecer no meu colo, aquele “velho verso esquecido em que o vento leva seus olhos para longe ”.

sertão.

- ôua, veizin, cê fraga joão gateno, fí de tiranga?
- tô lembrad' não moss. quem é?
- a moss, é amigo alí daques minin' lá de cima, per do parque?
- qual parque?
- moss, quantos parque tem aqui?
- dois uai, parque munispal e parque dispossão!
- tirano cabeça de boi né? _______ moss, joão gateno, cê cunhés êl' !
- moss, tô lembran' não.
- tá sim. fí de tiranga. da pampinha. primo daquel' minin' que casou com a fia de pedrão bulacha.
- casô cum sara?
- é uai, é só ela que el' tem de fia.
- né não, moss. tem aquela otra também, mais moreninha. safada. namorava com flavin de dica e punha chifre nel' cum bilóia.
- ôua! aquela minina é fia de pedrão bulacha também?
- desde novinha.
- sabia não moss, tcê vê?!
- é uai.
- mas joão gateno moss. fi de tiranga. um gordo. da pampinha faltano uma calota.
- joão gateno ou o pai del'?
- o quê?
- é gordo?
- o pai del'. el' mais mag, do top de marquin assim.
- moss, sei quem é não.
- sabe moss, cê só num tá lembrano.
- sei não.
- sabe sim, moss. cê conhes até o pai del', tiranga, da pampinha. gordão. tava aquel' dia lá ni beto cantor. pôs uns verso.
- naquela festinha lá ni beto? nó, tava bom demais. tomamo duas caxa de brama - não, nera não - era bavaria prêmio; uma garrafa pet de fanta daquela pinga de pêd' fulosino; depois mais mêi bacardí e uma urubuzão que os minin' chegô lá.
- ôua! cês é doid'.
- nada moss. depois inda fomo no náite. arrumei uma muié lá - e feia!
- quem era? fala aí nada a ver não.
- não moss. uma guerrera aí.
- é. sei. cê acha que eu num tô ligad' ni quem cê ta rufian' não né? ladrão.
- rara - nada moss - normal.
- ô fera, vou deser alí. tein que ir lá no pernambuco ainda, lá per do poli - buscar uma abelha.
- abelha?
- é moss, pai arrumô ess trem agora depois que aposentou. cismou que é apicultor. comprou umas revistinha, umas caxeta, luva, bota, aquelas ropona pareceno de ir pros planeta. aí mandou eu ir lá buscar essa onça. tô quereno é que esses trem morre logo, vê sel' arruma um trem mais fácil.
- ó gêra moss! que! ques trem!
- falô intão aí dom!
- dom! só porque foi morar ni monscraro já ta falan' igual os bói do majó.
- a, vai furano.
- vira aí que eu furo.
- janete, aquela vaca.
- moss, num póin minhá-mãe no mêi não que eu póin no mêi da sua.


por rafae carneiro (lobaum)


Eu me escrevo e reescrevo.

Escrevo, esqueço e esqueço.... quando escrevo. Me invento a todo momento no vento dos eventos, simplesmente reinvento. Me desdenho com carinho, sem lamento. Por dentro. Escondo de todos e por mim todo meu apreço de dentro de mim, do meu eu e para eu!

Irresistível mesmo é a escrita do mim, a forma mais agradável de ignorar a vida!

Sou a metade do eterno. Sou charme de pouca Simpatia. Sou tanta coisa e ainda me falta um nome.

Me falta um eu.

Me falta um eu que sou eu.

Apenas isso ou isto!

"Wavin’ Flag"


É fatalista, ríspido e central. Na verdade é universal e de fazer chover pelos olhos. Pra muitos é sentimento manifesto, a tanto guardado, que só dá as caras de tempos em tempos. É profético!

É bonito de se ver, de se ter e, às vezes, até de se ouvir. É causa confessa de mandar os outros se calarem, só para sentirmos melhor o que é só nosso, o que é só meu. Mas também é chato, por ser de todos e do mundo. E daí?!

De uma falta de lirismo quase poética e, como toda poesia, é ‘moldura vazia onde a vida entra’. Para cada verso de suas músicas – e como são tantos os sons de sua época - é que esta paixão se move e comove, até mesmo, os ‘frígidos’ de nação.

Bom mesmo é este sentimento quente nos dias gélidos que secam as folhas do outono, que mais tarde, serve-se do inverno.

Difícil é aceitar quando tudo isso se vai, mesmo sem precisar, apesar de seu eterno retorno [quase] profético.

Dói! Quando não dá mais. É de fazer chover pelos olhos quando temos de esperar.

Dói! Só de pensar do que poderia ter sido!

Dói! Justamente por não ter sido!

Que em nosso lar, 2014 seja só nosso, apenas nosso!

Prosaico

Prosaico, era a falta de filtro de Jiraya.
Toda hora era uma resposta e, cada resposta, uma verdade.
Jiraya era agradável, pois é natural do homem querer agradar.

Natural era ele sempre enxergar falhas no destino, mesmo forjando ser um herói.
Retalhos. Era a permanência de alguns estigmas.
Em forma de cruz, era sua cicatriz, seu Silêncio.

Silêncio!
Foi à primeira coisa que existiu e a primeira coisa que Jiraya não ouviu.
Redenção. Uma poesia válida, quando aceita pela vítima.
Pedaço. Foi o dia abençoado de Jiraya, que viveu cada um como se fosse o ultimo e, finalmente, acertou.

Gentil. Era a voz fedida de sua experiência, porque não se apaga algo assim e nem se esquece.


Zaap [2]

Ô Evandro! Ô Evaaandro!

=]

Numa garimpagem excêntrica, numa tentativa rústica de identificar o desnorteio (da psique) de um outrem que, em meio a confusão da dor, do ser, do vir e do está é que buscamos os melhores contos, histórias, realidades, fantasias, dramatizações, drasticidades e a honestidade do amargo, na qual somos complacentes do contexto ímpar, porém não único da vida de um HOMEM, de sua "catarse" sentimental diante de um balcão de bar.


Rodolpho Bastos
&
Tim Pires

Afinados

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