Mostrando postagens com marcador Gotas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gotas. Mostrar todas as postagens

Prosaico

Prosaico, era a falta de filtro de Jiraya.
Toda hora era uma resposta e, cada resposta, uma verdade.
Jiraya era agradável, pois é natural do homem querer agradar.

Natural era ele sempre enxergar falhas no destino, mesmo forjando ser um herói.
Retalhos. Era a permanência de alguns estigmas.
Em forma de cruz, era sua cicatriz, seu Silêncio.

Silêncio!
Foi à primeira coisa que existiu e a primeira coisa que Jiraya não ouviu.
Redenção. Uma poesia válida, quando aceita pela vítima.
Pedaço. Foi o dia abençoado de Jiraya, que viveu cada um como se fosse o ultimo e, finalmente, acertou.

Gentil. Era a voz fedida de sua experiência, porque não se apaga algo assim e nem se esquece.


Gotas de um Conto II




Não tinha como não se render. E Jiraya sabia disso, pois nunca foi de freqüentar o clube das exceções.

Ele sabia que era um romântico decaído e que todo romântico, não é, senão, um libertino incorrigível.
Sabia que toda história de amor chegava ao fim, quando os amantes terminavam um nos braços do outro.
Sabia que não era capaz de resistir ao charme dela, sempre discreto as coisas simples da vida.

Jiraya era sabido das coisas, de tudo, do mundo. Ao menos conseguia render muitos verbetes.
Certo dia disse a ela para não fazer as malas, que fechasse os olhos e não disseste adeus, que apenas viesse.

Jiraya era um homem bobo e honesto, que se rendeu mais uma vez àquela nostalgia.
Uma lembrança fina duma memória ‘encardida’ do que uma vez já sentiu e, ferroou-se, pelo que deixou perder e fugir.

Jiraya tinha lapsos, era um tonto. Para ela, sempre guardou “mil vezes ao dia, três gotas de poesia, uso interno somente”. E a naturalidade daquele certo dia – Longe da de sempre – disse: Não faça as malas, feche os olhos e não diga adeus, apenas venha.

E ela não veio...

Jiraya se levantou e saiu dali. Foi embora e se perdeu.

Numa garimpagem excêntrica, numa tentativa rústica de identificar o desnorteio (da psique) de um outrem que, em meio a confusão da dor, do ser, do vir e do está é que buscamos os melhores contos, histórias, realidades, fantasias, dramatizações, drasticidades e a honestidade do amargo, na qual somos complacentes do contexto ímpar, porém não único da vida de um HOMEM, de sua "catarse" sentimental diante de um balcão de bar.


Rodolpho Bastos
&
Tim Pires

Afinados

Tecnologia do Blogger.